TRANSPORTE DE PRODUTOS PERIGOSOS DEVERÁ ADOTAR SASSMAQ
As questões relacionadas aos Transportes Rodoviários de Produtos Perigosos podem ser consideradas matérias de interesse nacional, regional e local devendo atrair a atenção não só de fabricantes
e transportadores, mas de todas as organizações públicas, privadas e da comunidade em geral. Isso ocorre em virtude do incremento das atividades de produção, armazenamento e transporte de substâncias químicas em todo o globo terrestre ter conduzido
a um significativo aumento no número de indivíduos expostos aos seus riscos, ressaltando-se o aumento na frequência e gravidade dos acidentes químicos nas atividades mencionadas. O Estado do Rio de Janeiro, que já foi cenário de acidentes químicos
com grande número de óbitos imediatos, pode ser considerado dentro do contexto brasileiro como um dos exemplos onde ocorrem as situações descritas.
Todavia, pode-se afirmar que quando o CEFIC - European Chemical Industry Council (Conselho Europeu da Indústria Química) lançou, na década de 1990, o programa ICE - International Chemical Environment (Ambiente Químico Internacional), baseando-se no
programa Responsible Care (Atuação Responsável), uma grande evolução aconteceu melhorando a segurança no transporte, armazenagem e manuseio de produtos químicos. Seu elemento chave era o SASSMAQ (Sistema de Avaliação de Saúde, Segurança, Meio Ambiente
e Qualidade), em que os sistemas eram ligados a um meio de transporte ou operação logística específica (rodoviário, ferroviário, armazenamento, estações de limpeza, prestadores de serviço em atendimento a emergências etc.).
Nesse aspecto, o SASSMAQ, trazido ao Brasil em 2001 pela Abiquim (Associação Brasileira das Indústrias Químicas), gerou nas transportadoras uma resposta positiva, pois a sua implementação se tornou um importante diferencial entre elas. O objetivo
do Sistema de Avaliação configura-se em auxiliar as empresas transportadoras na melhoria do seu desempenho para que elas consigam reduzir, de forma contínua e progressiva, os riscos de acidentes nas operações de transporte e distribuição de produtos
perigosos, tornando-as mais competitivas no mercado. É ainda interessante citar que a implementação desse sistema se configura também como um fator necessário.
Autores: Lucimar Cardoso Augusto e Sergio Pinto Amaral
Fonte: Revista Proteção e Blog Segurança e Medicina no Trabalho
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